A FAEB - Federação de Arte Educadores do Brasil protocolou no Conselho Nacional de Educação duas cartas. Uma delas é referente às mudanças do componente curricular Arte no Ensino Médio.
Leia esta carta na íntegra:
08 dezembro 2017
ANA MAE INFORMA: COLÓQUIO CRIAÇÃO & CRIATIVIDADE: ENTRE FORMAÇÃO E PESQUISA
Paris, novembro, 20, 21 e 23, 2017
Este colóquio organizado pela
Universidade Paris Descartes demonstrou claramente a potência do movimento
atual de “Back to Creativity”.
Até meados dos anos 80, em Arte/Educação, muito se falava
em desenvolvimento da criatividade como objetivo e metodologia de ensino, mas
comumente as ações oscilavam entre a normatividade disfarçada e o mero “deixar
fazer”. Houve experiências realmente comprometidas com o processo criador,
abafadas pela incoerência da maioria que deixava uma enorme lacuna entre o
dizer conceitual e o fazer na sala de aula.
Nos fins dos anos 80 a palavra ‘criatividade’ foi banida dos
currículos, das ementas dos cursos e do discurso dos Arte/Educadores. Foi
substituída pela palavra “inovação” mais adaptada à nova ideologia de educação
para o mercado.
No Colóquio Criação & Criatividade: entre Formação e
Pesquisa não ouvimos falar de inovação mas de uma miríade de conceitos mais
humanizados acerca de criatividade, como Criação conectada, Criatividade e
saúde, Criatividade e existencialismo, Criatividade e somatização, Criatividade
e mundo interior, Didática da criação artística, Mediação Cultural e
Criatividade, Criatividade e indeterminação artística, Criatividade e Medicina
narrativa, etc.
Houve várias apresentações sobre formas
de desenvolver e formas de avaliar criatividade assim como de muitas
experiências de imersão prática no processo criador de alunos cientistas e
artistas.
Destaco a conferencia de Bernard Audie,
“Da formação de si à criação”, que enfatizou a participação integral do Corp
Vivant, do Corp Vecú e do Corp Vital nos processos criativos. Ele publicará em
breve um livro no Brasil.
Outro autor que já é muito lido em
português no Brasil, Michel Maffesoli, deu uma magnifica conferencia sobre a
“Criatividade e o Cotidiano”.
Falaram vinte e cinco pesquisadores de diversos países, todos
convidados pelos organizadores do Colóquio: Dr. Todd Lubart, Dra. Apolline
Torregrossa, Dr. Roberto Falcon e Ms. Sidiney Peterson.
Eles convidaram sete pesquisadores
brasileiros: Dr. Afonso Medeiros (UFPA), Dra. Vitória Amaral (UFPE), Dra.
Valéria Alencar (UNESP), Dra. Leda Guimarães (UFG), Dra. Rejane G. Coutinho
(UNESP), Sidiney Peterson (doutorando UNESP) e eu, que já vinha trabalhando em
contato com Apolline Torregrossa e Marcelo Falcon há algum tempo.
Participei da última mesa do Colóquio junto com Dra. Marie-Françoise
Chavanne, que foi presidente da International Society of Education
through Art (InSEA/UNESCO) com quem muito aprendi a lidar com gestão
internacional e usei o que aprendi quando fui também Presidente da InSEA, aliás,
a única de um país em desenvolvimento até hoje.
A palestra de Chavanne sobre o
renascimento e reconhecimento da Criatividade na Educação como vetor de
inteligência e criação ampliou o sentido do Colóquio e indiscutivelmente
demonstrou que o mundo de agora precisa de soluções criativas na medicina, na
economia, na psicologia, na antropologia, no Design, na Arte/Educação .
Falei em inglês sobre uma categorização
de Criatividade, a Criatividade Coletiva, para a qual me inspirei nas
metodologias de Gestão e do Design estimulada pelos movimentos Ativistas e
pelas redes sociais. Nossa mesa foi considerada a mais política do Colóquio e
comentada positivamente pelo público assim como foram muito bem recebidas as
palestras dos brasileiros participantes.
Não foram aceitas comunicações no Colóquio
mas os estudantes e não convidados puderam participar apresentando posters.
Duas alunas da UFPE apresentaram seus posters.
No dia 23 de novembro houve uma reunião na Universidade
Paris Descartes coordenada por Roberto Falcon para avaliar o Colóquio e
projetar o próximo que será possivelmente na Espanha.
Os brasileiros formaram um grupo de estudos não sei ainda se
formal ou informal, mas nos reuniremos em janeiro de 2018.
Vamos ampliar nossas pesquisas!
São Paulo, 30 de novembro de 2017
Ana Mae Barbosa
17 novembro 2017
IGREJA DE SÃO FRANCISCO/SALVADOR EM 3D
Esplendor do barroco baiano. Ótimo para exibir em aula.
Visite aqui.
http://www.arteducacaoproducoes.com.br/
---------------------------------------------------
http://www.melhordanet.com/reprodução
Visite aqui.
http://www.arteducacaoproducoes.com.br/
---------------------------------------------------
13 novembro 2017
ROCK SPOTS: "THE DARK SIDE OF THE MOON" OU "ALÉM DO POLENGHI"
Os cinco
primeiros anos da década de 1970 foram marcados por discos icônicos de Rock, Pop e Folk, tanto na Inglaterra como nos EUA, berços de bandas fundamentais em todas as
vertentes do Rock and Roll.
Março de 1973: The Dark Side of
the Moon (TDSotM) era lançado.
O ápice da
banda inglesa Pink Floyd, formada em 1965, veio com o álbum “The Dark Side of
the Moon”, lançado em março de 1973. Os caras já vinham de discos bons, tanto
na década de 1960 em sua fase mais psicodélica, como na entrada dos anos 1970, com
Atom Heart Mother e Meedle. Mas nada perto do brilho, qualidade e profundidade
de TDSotM. Desde 1971, a banda já trazia em suas turnês, números instrumentais
que se tornariam o disco retratado aqui.
“TDSotM era uma expressão de empatia
política, filosófica,
humanitária que estava louca para sair”.
Roger Waters
Waters reflete
sobre a existência humana e escreve sobre temas ainda relevantes hoje em dia,
como cobiça, morte, vida, dinheiro, pressão, rotina, loucura, tempo, dor, e é
nessa vibe que nasce um dos primeiros discos conceituais do Rock (Progressivo).
Além do teor altamente reflexivo
das letras de Waters, o álbum é fruto de um verdadeiro trabalho em equipe,
reunindo o melhor de cada músico em técnica, criatividade e capacidade
artística. Um trabalho minucioso feito sem a tecnologia que vemos hoje, manualmente,
sem automações ou efeitos digitais, quase artesanal que também contou com a
habilidade dos Engenheiros de som Alan Parsons e Chris Thomas, sem deixar de fora
a capa emblemática criada pelo estúdio Hipgnosis, de Storm Thorgerson (autor de
tantas outras capas clássicas do Rock).
Capa do álbum "The Dark Side of the Moon", design de Storm Thorgerson/Estúdio Hipgnosis
Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Dark_Side_of_the_Moon#/media/File:Dark_Side_of_the_Moon.png
Loops, efeitos sonoros,
experimentos eletrônicos, sintetizadores, sequenciadores, relógios, gravadores
multi-track, maravilhosos vocais femininos, além da tríade guitarra, baixo e
bateria, trazem à tona faixas instrumentais, futuristas, espaciais, pesadas,
etéreas, leves, progressivas.
Coloque seus fones de ouvido, deite e ouça “The great gig in the sky” e deixe-a levar seus pensamentos para algum lugar fora do chão, ou reserve 45 minutos do seu tempo para uma experiência completa, dramática, mágica. Entre e saia do outro lado do prisma.
TDSotM fala sobre pessoas e toca em nossos conflitos, valores, impasses, dubiedades e deixa no ar, sob as palavras de Waters, a questão: “A raça humana é capaz de ser humana?”
Números e curiosidades:
- O álbum vendeu mais de 40 milhões de cópias ao redor do mundo, um dos mais vendidos até hoje;
- Quase 600 semanas na lista dos mais vendidos da Billboard e mais de 700 semanas entre os 200 discos mais vendidos do mundo;
- Ainda hoje, vende mais de 250 mil exemplares a cada ano.
- Assista “Zabriskie Point”, de Michelangelo Antonioni (1970), trilha sonora de Pink Floyd, e ouça o embrião de “Us and Them” feita para uma sequência caótica e violenta do filme;
- Foram apresentadas à banda várias versões para a capa e ao baterem os olhos no “Prisma”, esta foi eleita por unanimidade;
- Clare Torry, voz de “The great gig in the sky”, foi gravada em um só take e ao acabar de cantá-la, pediu desculpas, pois achou que não tinha ficado muito bom;
- Ouça TDotM, junto com “O Mágico de Oz”. Embora este mito seja negado pela banda, há uma incrível sincronia das letras e áudio visual entre as duas obras;
- As vozes em off que permeiam todo o disco foram tiradas de perguntas criadas por Roger Waters e entregues em pedaços de papel a várias pessoas que andavam pelo estúdio, artistas, empregados. Perguntas como “Qual a última vez que você foi violento?” eram respondidas, gravadas e posteriormente inseridas em determinados trechos do disco. No final, a voz que se ouve é de Gerry O’Driscoll, zelador dos estúdios de Abbey Road, respondendo à pergunta: "What is 'the dark side of the moon'?" com: "There is no dark side of the moon, really. Matter of fact, it's all dark. The only thing that makes it look light is the sun."
Bibliografia:
HARRIS, John. The Dark Side of the Moon: os bastidores da obra-prima do Pink Floyd. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
The Dark Side of the Moon (DVD). São Paulo: ST2 video; Eagle Rock Entertainment, 2002.
Coloque seus fones de ouvido, deite e ouça “The great gig in the sky” e deixe-a levar seus pensamentos para algum lugar fora do chão, ou reserve 45 minutos do seu tempo para uma experiência completa, dramática, mágica. Entre e saia do outro lado do prisma.
TDSotM fala sobre pessoas e toca em nossos conflitos, valores, impasses, dubiedades e deixa no ar, sob as palavras de Waters, a questão: “A raça humana é capaz de ser humana?”
Números e curiosidades:
- O álbum vendeu mais de 40 milhões de cópias ao redor do mundo, um dos mais vendidos até hoje;
- Quase 600 semanas na lista dos mais vendidos da Billboard e mais de 700 semanas entre os 200 discos mais vendidos do mundo;
- Ainda hoje, vende mais de 250 mil exemplares a cada ano.
- Assista “Zabriskie Point”, de Michelangelo Antonioni (1970), trilha sonora de Pink Floyd, e ouça o embrião de “Us and Them” feita para uma sequência caótica e violenta do filme;
- Foram apresentadas à banda várias versões para a capa e ao baterem os olhos no “Prisma”, esta foi eleita por unanimidade;
- Clare Torry, voz de “The great gig in the sky”, foi gravada em um só take e ao acabar de cantá-la, pediu desculpas, pois achou que não tinha ficado muito bom;
- Ouça TDotM, junto com “O Mágico de Oz”. Embora este mito seja negado pela banda, há uma incrível sincronia das letras e áudio visual entre as duas obras;
- As vozes em off que permeiam todo o disco foram tiradas de perguntas criadas por Roger Waters e entregues em pedaços de papel a várias pessoas que andavam pelo estúdio, artistas, empregados. Perguntas como “Qual a última vez que você foi violento?” eram respondidas, gravadas e posteriormente inseridas em determinados trechos do disco. No final, a voz que se ouve é de Gerry O’Driscoll, zelador dos estúdios de Abbey Road, respondendo à pergunta: "What is 'the dark side of the moon'?" com: "There is no dark side of the moon, really. Matter of fact, it's all dark. The only thing that makes it look light is the sun."
Bibliografia:
HARRIS, John. The Dark Side of the Moon: os bastidores da obra-prima do Pink Floyd. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
The Dark Side of the Moon (DVD). São Paulo: ST2 video; Eagle Rock Entertainment, 2002.
O disco (todas as faixas):
Dark Side Of
The Rainbow:
Zabriskie Point, o filme (legendas em espanhol):
Carlos Bermudes, especial para AEOL
P.S.: Não entendeu porgue polenghi está no título desse post? Clique aqui.
P.S.: Não entendeu porgue polenghi está no título desse post? Clique aqui.
09 novembro 2017
THE GATE @ BJÖRK
O último videoclipe de Björk - The Gate - foi lançado em 20 de setembro desse ano e até agora tem pouco mais de 750 mil views no youtube.
Isso em nada representa a grandiosidade do trabalho da artista, que conta neste vídeo com figurino desenhado pelo estilista da Gucci Alessandro Micheli que consumiu quase dois meses trabalho, mais precisamente, 550 horas para confeccionar e 320 para bordar pérolas e pedraria.
Ainda não assistiu The Gate até o final? Aproveita e assiste agora:
Que tal? Essa música faz parte do novo álbum da artista, prometido para ser lançado daqui duas semanas.
Estamos esperando!
José Minerini
Isso em nada representa a grandiosidade do trabalho da artista, que conta neste vídeo com figurino desenhado pelo estilista da Gucci Alessandro Micheli que consumiu quase dois meses trabalho, mais precisamente, 550 horas para confeccionar e 320 para bordar pérolas e pedraria.
Ainda não assistiu The Gate até o final? Aproveita e assiste agora:
Que tal? Essa música faz parte do novo álbum da artista, prometido para ser lançado daqui duas semanas.
Estamos esperando!
José Minerini
05 novembro 2017
FEDERAÇÃO DE ARTE EDUCADORES DO BRASIL REPUDIA SUSPENSÃO DE PROFESSORES NO PARANÁ POR CONTA DE UMA EXPOSIÇÃO DE ARTE NA ESCOLA
A Federação de Arte Educadores do Brasil divulgou nota de repúdio à suspensão dos educadores Sidnei Marcelino dos Santos e Fabricia Fernanda Donofri, responsáveis por uma exposição com trabalhos artísticos de alunos da 3ª série do Ensino Médio em escola do interior do Paraná.
Leia-a na íntegra:
________________________________________________________________________________
A nota original está publicada aqui. Divulgue-a!
Leia-a na íntegra:
________________________________________________________________________________
Nota de repúdio à suspensão de professores por conta
de uma exposição de arte em escola do Paraná
A FEDERAÇÃO DE ARTE EDUCADORES DO
BRASIL (FAEB), entidade que possui trinta anos de existência e representa os
profissionais de ensino da área de Arte no Brasil, vem a público repudiar a
suspensão do Professor Sidnei Marcelino dos Santos e da Professora Fabricia
Fernanda Donofri, educadores do Colégio Estadual Dom Geraldo Fernandes, situado
na cidade de Cambé, interior do Estado do Paraná, por conta de uma exposição de
arte produzida a partir dos conteúdos transversais nos processos educativos. Tal
absurdo se deu porque alunos e alunas do terceiro ano do ensino médio dessa
escola apresentaram trabalhos artísticos que se referem a temas como aborto,
abuso sexual, intolerância religiosa, pedofilia e suicídio, conforme noticiado
pela imprensa.
Considerando
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 9.394/96, que determina em seu Artigo 3º
que o ensino deve ser ministrado com base nos princípios de “liberdade de
aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o
saber”.
Considerando ainda o Artigo 26º da
LDB 9.394/96, que determina em seu
parágrafo 9o que, os “Conteúdos relativos aos direitos humanos
e à prevenção de todas as formas de violência contra a criança e o adolescente
serão incluídos, como temas transversais[...]”. Este parágrafo referencia o
Estatuto da Criança e do Adolescente Lei 8069 ao relacioná-lo aos temas
transversais presentes em diversas manifestações artísticas, como os
apresentados na referida exposição.
Considerando
os Parâmetros Curriculares Nacionais - Arte que determinam que:
O conhecimento da arte abre perspectivas para que o aluno tenha uma
compreensão do mundo na qual a dimensão poética esteja presente: a arte ensina
que é possível transformar continuamente a existência, que é preciso mudar
referências a cada momento, ser flexível. Isso quer dizer que criar e conhecer
são indissociáveis e a flexibilidade é condição fundamental para aprender. (BRASIL,
1997, p. 19)
A FAEB vem a público repudiar
qualquer tipo de punição ou censura contra os educadores do Colégio Estadual
Dom Geraldo Fernandes, que estavam cumprindo a função de educar pela arte para
temas absolutamente relevantes na vida contemporânea. Educação que não cumpre
seus papeis formativos, críticos e sociais não exerce plenamente sua função.
Manifestamos nosso apoio aos nossos
colegas professores desejando que não se intimidem com a arbitrariedade
sofrida.
Continuemos exercendo nosso papel,
PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, PELA LIBERDADE DE ARTE EDUCAR !!
Leda Maria de Barros Guimarães
Presidente da FAEB
(faeb.diretoria@gmail.com)
DIRETORIA
DA FAEB 2017/2018
PRESIDENTE: Leda Maria de
Barros Guimaraes - UFG/GO
VICE-PRESIDENTE: Ana Paula
Abrahamian de Souza - UFRPE/PE
DIRETORA FINANCEIRA: Luzirene
do Rego Leite - SEEDF/FADM/DF
DIRETORA DE ARTICULAÇÃO
POLÍTICA: Fabiana Souto Lima Vidal - UFPE/PE
DIRETORA DE RELAÇÕES
INSTITUCIONAIS: Verônica Devens Costa - SEME-PMV/ES
DIRETOR DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS: Sidiney Peterson Ferreira Lima - UNESP/SP
DIRETOR DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS: Sidiney Peterson Ferreira Lima - UNESP/SP
______________________________________________________________________________
01 novembro 2017
FIM DE SEMANA AEOL: PETER FOX
Macacos foram encontrados mortos pela febre amarela na Zona Norte de São Paulo e tem gente falando que vai matá-los para evitar contaminação. Quem contamina é mosquito e não o indefeso bichinho.
Uso um clipe do alemão Peter Fox para alertar que respeito à vida é fundamental: NÃO MATEM NOSSOS MACACOS!
Que as velhas ideias sejam renovadas!
Bom feriado!
José Minerini
Uso um clipe do alemão Peter Fox para alertar que respeito à vida é fundamental: NÃO MATEM NOSSOS MACACOS!
Que as velhas ideias sejam renovadas!
Bom feriado!
José Minerini
Assinar:
Postagens (Atom)



