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04 novembro 2018

CRIOLO RESUME A POLÍTICA BRASILEIRA RECENTE EM "BOCA DE LOBO"

Se você ainda não ouviu e nem assistiu "Boca de lobo" lançado às vésperas do primeiro turno das eleições que nomearam Jair Messias Bolsonaro como o 38º presidente da era republicana do Brasil, é bom saber que se trata de um resumo dos fatos políticos que marcaram a nação brasileira desde as manifestações iniciadas em junho de 2013.

Estão presentes em "Boca de lobo":

- bate panela em varanda gourmet;
- incêndio em prédio ocupado no Largo do Paissandú/SP, em museus e em reservas indígenas;
- prisão de Rafael Braga acusado de portar produto para fazer coquetel molotov;
- escândalo das merendas em São Paulo;
- explosão na Praça da Sé;
- doenças em presídios;
- direitos humanos;
- perseguição e prisão duvidosa de negros, indígenas e mestiços;
- ração humana de Dória;
- elogio à diversidade da cultura brasileira;
- poder das redes sociais;
- recatada e do lar;
- fake news;
- pós-verdades;
- PEC 55 - Proposta de Emenda Constitucional sobre o teto dos gastos públicos, aprovada em dezembro de 2016, que congelou os gastos com educação e saúde até 2036;
- destaque para o alto nível de estudantes da escola pública no Ceará;
- guerra dos tráficos;
- aforismos: textos curtos com sentenças ou princípios práticos/morais;
- alusão à paz em culturas e religiões afro/brasileiras;
- hipocrisia social;
- crítica à hegemonia cultural;
- tucano caça helicóptero que pulveriza pó branco (cocaína) sobre as pessoas;
- políticos presos;
- cobra grande corre por todos os lados;
- carteira escolar pega fogo como alusão às ocupações escolares contra o fechamento de escolas públicas e os descasos com a educação;
- Petrobrás;
- Albert Camus e Dalai Lama são citados;
- porco chafurda na lama que devastou Bento Rodrigues na cidade de Mariana/MG;
- Janaína Pascoal roda a bandeira no centro da cidade e São Paulo;
- evangélico bate na bíblia;
- Marielle Franco em seu vestido florido;
- La la land não é aqui;
- crítica ao SUS;
- novo herói da Disney virá da Cracolândia;
- dinheiro na cueca;
- dinheiro no apartamento de Geddel Vieira;
- morcego alude ao "presidente temeroso" e sobrevoa o Congresso Nacional.

Pois é! Boca de lobo leva para o esgoto. Confira:


Tem muito mais. Acesse aqui a análise da galera do "Pensado nisso".

José Minerini
Editor AEOL

19 julho 2017

MÚSICA PARA TARDES DE INVERNO

Faz um chá, frita o bolinho de chuva, coloca a meia e dá play:


Ana Vilela




Mariana Nolasco



Bruno Capinan



Mãeana (after John Lennon e Xuxa)



Confort food & música acolhedora nunca são demais!

José Minerini

17 julho 2017

REGGAETON É O NOVO RITMO QUE AMAMOS ODIAR

Se você é daquel@s que adora falar que odeia funk carioca, é melhor ficar longe das festas e pistas de dança que estão tocando há mais de mês "Despacito", afinal, trata-se de um gênero musical portoriquenho chamado reggaeton ou dancehall tão popular, sexualizado e vulgar quanto o nosso funk.

Ouça mais uma vez "Despacito", já comparado por alguns críticos a "La Bamba", sucesso mexicano de 1958 há décadas imortalizado.



Tem mais. Veja "as mina" dançando reggaeton até o chão (R.I.P. J Capri):


Não curtiu? Tenta mais uma vez com a moçada de "La Nueva Scuela":


Ainda não rolou você "curtí" essa parada dancehall aí?

Sobrou de novo para Anitta resolver nas quebradas daqui e nos morros dalí essa parada e polemizar sobre. Estratégia de marketing? Pode ser, mas que está rolando, está!

Há festas reggaeton/dancehall acontecendo em casas badaladas Brasil adentro, ofuscando a tentativa do povo fashinista de reviver a cena cubber que remixa os idos noventistas. Se a imagem de moda clubber pega aos poucos, a música não.

A ex-funkeira e atual top pop brasileira que muita gente adora destestar fez o que devia fazer: "Sim ou não"!

Graçãs a isso, mais uma vez ouvimos a sonoridade dos substratos socioculturais brasileños y latinoamericanos gritando em uníssono, o que é ótimo.
Chic@s, que tal? Libertad aunque tardía.

Confira o dancehall do reggaeton libetário no show da poderosa dizendo sim ou não pro bonde passar. Participação do colombiano Maluma:



Você ainda não se convenceu que esse tal de reggaeton lacra geral? Dá uma paradinha:


Não é fácil dormir com um barulho desses que insite em dançar em nossos halls, reais ou virtuais. Ou tentando entrar em nossas varandas gourmets.

Respeitemos Anitta, cantora bem produzida pela indústria cultural que respeita as ousadias musicais e sociais das alas que Chiquinha Gonzaga abriou cortando jaca; da música de Dalva de Oliveira cantando os "verde zóio"de Kalu; de Elza Soares cantando sua bossa negra que vai do cóccix até o pescoço para quaisquer Marias, mulheres do fim do mundo que carregam latas d'água na cabeça e passam fome; ou das pernas abertas de Gal Costa na capa do disco Índia;  quiçá as vampirizações de Vange Leonel; Daniela Mercury mixando eletronicamente axé no trio elétrico; Pitty e seu rock sofisticado herdado de Raulzitos, Marcelos Novas e xibombombons d'As Meninas; ou de Deise Tigrona na voz da negra cachorra favelada da comunidade que nunca esteve na moda como a feia Tati Quebra-barraco, que teve um filho assassinado na Cidade de Deus,... .

São tantas histórias, tantas mulheres, tantas músicas importantes que muitos ouvem mas nada escutam. O que nos resta? Pense aí que penso aqui!

Em tempo: Há iniciativas querendo criminalizar a música funk. Como menosprezar essa relevante riqueza cultural da música popular brasileira que dá voz aos oprimidos?

Não basta o que se fez com o samba e com as músicas afrobrasileiras de terreiro no passado?

José Minerini

Observação: Esse texto usa gírias e jargões de culturas periféricos e de comunidades marginais pelo ponto de vista de um paulista, reconhecendo suas importâncias na cultura brasileira.

19 março 2017

A DIVERSIDADE DE GÊNEROS DE MATHEUS VON KRÜGER

"Quero ver geral mexer a pélvis
para lá
para cá
para lá 
para cá quero ver mexer..."
Se você não tolera agênero, poliamor, pluralidade sexual e multidentidade, é melhor não assistir "Pélvis", de Matheus von Krüger: 



Matheus VK foi uma das sensações do carnaval 2017.  Seu último disco - "Vagalume" - é muito interessante. Ouça:


Que tal?

José Minerini

24 fevereiro 2017

É CARNAVAL!

https://br.pinterest.com/pin/477944579179336351/

Quem escolheu a música desse post foi Moa Simplício:


Divirta-se, mas, lembre-se de respeitar as minas.

Até semana que vem!

07 fevereiro 2016

TÁ TRANQUILO TÁ FAVORÁVEL

Eis que surge mais um clássico da Música Popular Brasileira.

Dessa vez vem de SP e tem potencial para se equiparar ao "Beijinho no ombro" de Valeska.

O clipe para o funk "Ta tranquilo Ta favorável" de MC Bin Laden não tem a mesma megaprodução da funkeira carioca mas é corajoso e fala direto com a moçada que está na casa do 20 anos.

http://www.brasilpost.com.br/2016/02/04/fff_0_n_9161532.html

Dá play:


Que tal?

José Minerini

19 julho 2014

FIM DE SEMANA AEP: MC GUI

Ele tem 16 anos e canta desde os 10. É chamado de "Príncipe do Funk Ostentação" e é um sucesso entre adolescentes!

Saiba por que:


Menino (literalmente) sonhador:


O que você acha do funk ostentação?

José Minerini
http://www.arteducacaoproducoes.com.br/

01 fevereiro 2013

MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI: BREVE E PROBLEMATIZADOR ENCERRAMENTO

Embora tenha estudado música no passado, não sou educador musical. Entendo que formação específica nessa área - quer seja em conservatório, bacharelado, mestrado profissional ou afins - é insuficiente para permitir-me a prática do ensino da música.

Por quê? Não tenho licenciatura na área. Considero-me cada vez mais um terno ouvinte que inclui músicas nos contextos culturais abordados em minhas aulas sem ter a pretensão de promover educação musical.

O primeiro mercado de trabalho que se abre para quem estuda Arte (não importando a linguagem) é a educação. Isso ocorre porque há péssimo prestígio social para educadores, paga-se mal o professorado sobretudo no ensino formal, sobrando vagas nas escolas. Recentemente, profissionais da educação não formal em museus, instituições culturais e ONGs ganham mais do que professores em sala de aula e vem atraindo artistas recém formados para a arte/educação.

Assim,  há baixíssimo interesse em cursos de licenciatura e faltam profissionais devidamente formados para trabalhar com educação. Embora o PROUNI venha possibilitando meios e formando muita gente interessante, todos sabemos o quanto ainda é difícil ter acesso ao Ensino Superior no Brasil.

Em amplo sentido, calouros optam por cursos de bacharelado, o que é insuficiente para assumir aulas. Lembro que o desprestigiado título de licenciado é fundamental para trabalhar com educação. Fica a dica para quem está interessado em cursar arte no Ensino Superior.

Quanto ao ensino da música, desde que a lei que torna obrigatório aulas de música no Ensino Fundamental entrou em vigor em agosto de 2011 ouvi de alguns músicos a seguinte afirmação: Cantar ou tocar na noite dá muito mais dinheiro. Mais uma vez o problema se repete e as salas de aulas continuam carentes de educadores musicais.

Citando a mim mesmo no texto inaugural dessa série AEOL e parafraseando William Faulkner: A vida é cheia de sons e fúrias. Dorme-se com um barulho desses? Se você não trabalha com educação certamente dormirá muito bem.

MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI preocupou-se em fazer um levantamento sobre a música popular que vem sendo feita neste início de século no Brasil cujo objetivo maior foi compartilhar com os leitores AEOL aspectos de uma das mais pulsantes cenas artísticas no Brasil: a música. Como toda seleção subentende exclusão, certamente não demos conta de tudo que vem acontecendo de interessante nos 65 posts da série, porém, esperamos ter contribuído com percepções sobre a música atual brasileira.

Até a próxima série!

José Minerini
editor
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MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI

Não deixe de ler a crônica final dessa série AEOL.

Hoje às 20h00.

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31 janeiro 2013

MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI 65: TERESA CRISTINA

Show completo. Divirta-se!


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MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI 64: MARIA GADÚ

Como diria Caetano: Ah, essa Gaduzinha!



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MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI 63: PITTY

Poucos anos atrás estava no ateliê com meus alunos de 9º ano fazendo pintura mural e ouvindo rádio. Eis que começou a tocar uma música de Pitty por volta das 11h00 da manhã com um palavrão.

Enquanto pintavam começaram a cantar junto com tamanha empolgação que recusei-me a impedir tal felicidade. Naquele momento se eu não desligasse o rádio poderia ser questionado por permitir a presença de um palavrão em sala de aula.

Eles estavam tão felizes e não demonstraram nenhuma resistência moral sobre o que estava acontecendo que ao invés de desligar o rádio optei por sair da sala e ficar no corredor os observando. Voltei assim que a música terminou.

Questionamento AEOL: Minha atitude foi correta?

Antes de responder, veja abaixo o clipe feito para a música com o tal palavrão cantado por Pitty. Para minha geração a letra da música tem palavrão mas para meus alunos adolescentes talvez não. Moral, ética, educação e estética estavam em pauta e foram motivo para um debate muito interessante em aula posterior.


José Minerini
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MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI

Últimos posts hoje: 20, 22 e 24h00.

Amanhã à noite será publicada uma breve análise sobre a série.

Não perca!

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30 janeiro 2013

MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI 62: MICHEL TELÓ

Não dá para negar que Teló é o grande fenômeno internacional da indústria fonográfica brasileira neste início de século XXI.

Questionamento AEOL: Seria tal repercussão próxima à atingida por Carmen Miranda, Tom Jobim e tant@s outr@s?

"Ai se eu te pego" em português:


Versão em inglês:


A mesma música com legenda em espanhol é encontrada aos montes na internet. Faça suas buscas.

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MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI 61: CLAUDIA LEITTE

Daniela Mercury e Ivete Sangalo despontarem na cena axé na década de 1990. Claudinha - ex vocalista da banda "Babado Novo" - ascendeu em carreira solo no século XXI.

Mais novo clipe da artista:


Questionamento AEOL: Ela se diferencia na cena musical axé? Artistas têm obrigação de apresentar algum diferencial ou novidade? O que você acha?

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MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI 60: FRESNO

Ouvimos constantemente que vivemos em uma época de grande diversidade linguística e estética.

Enquanto escrevo esse post tento imaginar-me vivendo em 1912, 1812, 1712 etc.... Com isso, comecei a pensar se alguém que viveu há 100, 200 ou 300 anos teve também a percepção de que o tempo presente é sempre diverso e repleto de rotulações.

Questionamento AEOL 01: O que você acha? Diversidade é um assunto exclusivo de nosso tempo?

Os integrantes da Banda Fresno têm posicionamentos interessantes sobre isso.

Alerta AEOL: Expressões ousadas.


Questionamento AEOL 02: A indústria cultural é um fenômeno que se estabeleceu com a vida moderna. Tal indústria determina o que é relevante na cena cultural ou não?

Confira o mais recente vídeo da Fresno. Trata-se de um curta metragem,  característica marcante na indústria cultural fonográfica/audiovisual recente que tem em "Triller" de Michael Jackson importante referencial histórico:


José Minerini
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29 janeiro 2013

MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI 59: CRIOLO

Ex Criolo Doido, o músico do Grajaú/SP quase encerrou a carreira musical quando o álbum "Nó na orelha" arrebatou crítica e público.

Parafraseando (e ousadamente atualizando) Oswald de Andrade, tanto a música quanto o clipe abaixo são biscoitos finos fabricados por Criolo e sua equipe que a massa está comendo. Vale assistir até o final!


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MÚSICA BRASIL SÉCULO XXI 58: MALLU MAGALHÃES

A artista respondeu muito bem com a música "Velha louca" aos comentários populares que tratam-na como uma "jovem velha".

Confira:


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