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09 janeiro 2017

MAJED AL-ESA - MULHERES SAUDITAS TAMBÉM ANDAM DE SKATE (OU GIRLS JUST WANNA HAVE FUN)

Elas andam de skate, dirigem triciclos, patinam, usam saias de tule colorido, calçam tênis e jogam basquete... Fazem tudo que uma mulher não pode fazer na Arábia Saudita.

Anyway, elas se divertem... e muito! Isso sim é empoderamento feminino. Obrigados a Sonia Bercito e a seu filho Diogo pelas informações sobre Majed Al-Esa.

Confira:


Diogo Bercito escreve mais sobre isso aqui.

Se eu fosse Sílvio Santos diria: Elas vão pro trono ou não vão? Como não sou, então digo: Elas lacram ou não?

Enquanto isso, aguardemos a posse de Donald Trump ouvindo e dançando com Cyndi Lauper:


Já que o assunto desse post virou diversão, segue uma dica ao prefeito cosplayer paulistano:

Após o traje de gari usado no primeiro dia como prefeito, que tal trajar uma roupa lacradora na semana que vem? Garanta seu trono (e a nossa diversão) usando burca, niqab, chador, al-amira, hijab, shayla...

Isso sim seria empoderamento, em amplo sentido.

José Minerini

10 fevereiro 2016

"TÔ DE BOWIE" DEMONSTROU A VULNERABILIDADE E O AMADORISMO DO CARNAVAL DE RUA DE SP

Ouvi dia desses em um programa de televisão que bloco de carnaval é composto por instrumentos de percussão e vocal. Quando entra instrumento de sopro chama-se banda.

O bloco "Tô de Bowie" tinha sopro e, por conta disso, poderia ser chamado de banda?

Bombou! Lotado, não faltou gente com tatuagem, coque samurai, barba à lenhador com glitter e raios pintados por toda parte à la "Alladin Sane", álbum lançado em 1973 pelo homenageado David Bowie falecido em 10 de janeiro último.

http://www.obaoba.com.br/evento/balada/bloco-to-de-bowie-2016-sao-paulo-09-02-2016 / divulgação

Um casal purpurinado de dourado lembrou que se tratava de um ícone do glam rock e purpurinava quem perto deles ficasse. LoL!

Os problemas apareceram quando as pessoas começaram a reclamar que só se ouvia uma música: "Rebel, rebel". A versão carnavalesca ficou ótima, mas parecia show de Valeska Popozuda na Virada Cultural 2014 de tanto que repetia a mesma música.


O cortejo parou de andar e de tocar para anunciar que havia chego no pobre carro de som uma carteria de identidade perdida. O gesto nobre de anunciar o achado no microfone foi aplaudido por quem lá estava de boa, digo, de bowie.

Batman, o dono da carteira, subiu no fraco carro de som e aproveitou a deixa para pedir sua namorada, Branca de Neve, em casamento. Óóóóóóóóhhhh, o rapaz encarnou um Batman encantado e foi ovacionado pelos aproximadamente 40 mil participantes. Já falei que o carro de som era péssimo? Sim, era chocho mas deu para ouvir o pedido de casamento.

Mesmo assim, xoxo (abraços e beijos) para o "Tô de Bowie" pois reinou a liberdade, e isso já é muito importante. Ano que vem estarei lá e espero que "Rebel rebel' seja realmente rebel. Se em Salvador folião pipoca é o hype de 2016, que em São Paulo sejamos todos "tô de boa" e continuemos livres, sem cordas nem abadás. Isso sim é rebeldia.

Alalaô Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo: São Paulo é movida por um capitalismo feroz e profissionais do entretenimento certamente já miram suas estratégias que constroem mas também destroem coisas belas para o carnaval de rua da cidade. Estamos vulneráveis. Resistência e rebeldia já!

Depois do casório, o sofrível carro de som (já falei sobre isso?) começou a tocar outras músicas de Bowie. Em playback.

O amadorismo pairou sobre o desfile de "Tô de Bowie": parou no meio da Avenida Rio Branco enquanto nós que estávamos no chão éramos prensados uns aos outros por quem vinha atrás. Ta tranquilo ta favorável? Não, né!


Precisamos aprender com o povo de São Luís do Paritinga, de Salvador, Rio de Janeiro, Olinda, Bezerros, Ouro Preto ... que bloco, banda, trio elétrico, cortejo, cordão ou seja lá que nome se dá que não pode parar para nada. O povo sufoca!

Após isso, desisti, saí da Avenida Rio Branco. Entristecido, porque queria ir até o Vale do Anhamgabau super de bowie. Já não sou mais jovem o suficiente para saber de tudo e muito menos para seguir prensado no calor do asfalto da paulicéia que potencializa o sol de Verão a níveis absurdos.

A cidade de São Paulo se gaba de ser a mais rica de todo o Brasil. Mas falta-lhe a humildade de saber que seu crescente carnaval de rua ainda tem muito que aprender antes que o poder do dinheiro dite suas regras. Banheiro químico era quase mostruário de showroom de tão pouco e carro de som com qualidade sofrível, mas, se não me engano, do som já falei. Fato é que quem pode pode, e quem não pode se sacode entre urina e apertões de bloco parado pisando em garrafa de vidro quebrada no chão.


Hello organizadores do "Tô de Bowie", por favor, não parem nunca de andar e que tal fazer uma única versão com as músicas "Quem pode pode" e "Heroes"? Heroísmo teve quem enfrentou esse amadorismo todo. Não culpo os inventivos criadores desse bloco/banda, pois vocês só fizeram aparecer quão frágil está o carnaval de rua de São Paulo.


Outros blocos devem ter passado por isso certamente, mas não vi. A rua é de todo mundo e merecemos melhor estrutura para viver o "rebel, rebel" do carnaval. Quanto ao "Tô de Bowie", já que amor não falta, mais música por favor!

José Minerini

P.S.: Não acompanhei a maior parte do trajeto e espero que outras músicas de David Bowie tenham sido tocadas em versão carnavalesca. Repertório tem de sobra.

13 fevereiro 2015

CARNAVAL COM HEITOR DOS PRAZERES

Além de  ser consagrado com o 3º lugar do prêmio de pintura na I Bienal de SP, Heitor dos Prazeres foi autor de músicas carnavalesca memoráveis.

Heitor dos Prazeres, Carnaval nos Arcos da Lapa, 1961
http://artepopularbrasil.blogspot.com.br/

Ouça uma composição dele em parceria com Noel Rosa interpretada por Joel e Gaúcho, em cena do filme "Alô Alô Carnaval" de 1936:


AEP Online retornará no dia 18 de Fevereiro.

Ótimo Carnaval!

22 agosto 2014

O LADRÃO DE ÓRGÃOS

Hoje é o Dia do Folclore.

Escolho para marcar a data não lendas rurais mais sim uma lenda urbana.

Confira "O Ladrão de órgãos".


Então tá! Lenda tem sempre alguma brecha para a realidade.

José Minerini
http://www.arteducacaoproducoes.com.br/

14 julho 2014

O "BRAZIL" DA FIFA

Das vinhetas oficiais da FIFA aos muitos videoclipes produzidos pelo e para o campeonato mundial de futebol encerrado ontem, mais uma vez se firmou mundialmente o Brasil pitoresco, caricato, alegórico e exótico.

Exercício etimológico (de acordo com o Dicionário Houaiss):

Pitoresco:
- adjetivo ( 1833)
1 m.q. pictórico
2 que é digno de ser pintado
3 que diverte; recreativo
4 que é original de modo gracioso, envolvente, fascinante
- substantivo masculino
tudo aquilo que é pitoresco ‹ encanta pelo p. da coloração ›
- Etimologia
it. pittoresco (1664) 'relativo a pintor, a obras de pintura, esp. relativo a paisagem, a cenas particularmente expressivas'; cp. pinturesco; ver pint-; f.hist. 1833 pitoresco, 1836 pittoresco, 1838 pinturesca, 1899 pictoresco.

Caricato:
- adjetivo ( 1876)
1 semelhante a uma caricatura; caricaturesco
2 que provoca o riso ou a zombaria; ridículo, grotesco, burlesco
- adjetivo e substantivo masculino
diz-se de ou ator que interpreta personagens grotescas, caricaturais
- Etimologia
it. caricato (a1696) 'alterado, deformado, posto em caricatura, (a1729) artificioso, exagerado, afetado', do part.pas. de caricare 'pôr qualquer coisa sobre um meio de transporte; carregar; pesar sobre; agravar; exagerar' < lat.tar. *caricāre 'operar, executar com o carro', der. de carrus; ver carr-; a datação é para o adj.s.m.
- Sinônímia e Variantes
como adj.: burlesco

Alegórico:
- substantivo feminino ( sXIII)
1 modo de expressão ou interpretação us. no âmbito artístico e intelectual, que consiste em representar pensamentos, ideias, qualidades sob forma figurada e em que cada elemento funciona como disfarce dos elementos da ideia representada
2 fil método de interpretação aplicado por pensadores gregos (pré-socráticos, estoicos etc.) aos textos homéricos, por meio do qual se pretendia descobrir ideias ou concepções filosóficas embutidas figurativamente nas narrativas mitológicas
3 p.ext. teol método de interpretação das Sagradas Escrituras us. por teólogos cristãos antigos e medievais, em que se almejava a descoberta de significações morais, doutrinárias, normativas etc., ocultas sob o texto literal
4 fil texto filosófico escrito de maneira simbólica, utilizando-se de imagens e narrativas com intuito de apresentar tropologicamente ideias e concepções intelectuais [Autores como Platão (427 a.C.-348 a.C.) ou, na filosofia moderna, Nietzsche (1844-1900) recorreram a esta forma de expressão.]  cf. alegoria da caverna
5 art.plást obra de pintura ou de escultura que, por meio de suas formas, representa uma ideia abstrata
6 p.ext. B cada uma das figuras ou ornamentações que, deslocadas mecanicamente ou conduzidas pelos próprios integrantes da agremiação, ilustram o enredo de uma escola de samba  cf. adereço e carro alegórico
7 art.plást lit simbolismo que abrange o conjunto de uma obra, num processo em que o acordo entre os elementos do plano concreto e aqueles do plano abstrato se dá traço a traço
8 lit obra que utiliza os recursos da figuração ou simbolismo alegórico
9 lit sequência logicamente ordenada de metáforas que exprimem ideias diferentes das enunciadas
- Locuções
a. da caverna  fil
texto de caráter narrativo do filósofo grego Platão em que o processo de descoberta e divulgação da verdade filosófica é apresentado em linguagem metafórica, tendo como imagem principal uma caverna, símbolo da ignorância humana; mito da caverna
- Etimologia
lat. allegorĭa,ae derivado do gr. allēgoría, que é formado de állos,ē,on 'outro, outra' + rad. do v. gr. agoreúō 'falar numa assembleia, falar em público, discorrer oralmente em público' + -ia suf. formador de subst. abstrato; cf. o esp. alegoría, it. allegoria, port. alegoria, fr. allegorie (prov. fonte direta do ingl. allegory); significa dizer outra coisa além do sentido literal das palavras; o termo allegoría veio substituir, entre os gr. da era cristã, na época de Plutarco (c46d.C.-120 d.C.), o antigo termo hupónoia, que queria dizer 'significação encoberta'; o acento intensivo dessas formas vernáculas corresponde ao gr., sendo de crer que no ensino escolástico da retórica fosse à grega que se pronunciasse a latinização; ver alegori-; f.hist. sXV alegorja, sXV allegoria

Exótico:
- adjetivo ( 1708)
1 não originário do país em que ocorre; que não é nativo ou indígena; estrangeiro ‹planta e.› ‹cultura e.›
2 que é esquisito, excêntrico, extravagante
3 infrm. que não foi bem acabado ou realizado; malfeito, desajeitado
- Etimologia
gr. eksōtikós,ḗ,on 'de fora, exterior', der. do adv. éksō 'fora', pelo lat. exotĭcus,a,um 'estranho, estrangeiro, peregrino, que vem de fora', prov. por infl. do fr. exotique (1552) 'que pertence, que é relativo a um país estrangeiro', (1690) 'que foi importado de país estrangeiro, em particular de regiões quentes da Terra'
- Sinônímia e Variantes
ver sinonímia de ádvena e excêntrico
- Antonímia
ádvena e excêntrico

Estamos tão habituados com os termos acima que poucas vezes (ou quase nunca) paramos para pensar o que eles significam.

Exercício audiovisual:

Brasil pitoresco, caricato, alegórico e exótico na vinheta oficial da FIFA:



A vida praiana com corpos torneados por diversos esportes e bronzeados pelo sol (aplaudido no final ao modo tropicalista de ser) em clipe de Ricky Martin:



Vive le post-modernité: Passista de escola de samba dança nas praias cariocas os acordes da sanfona forrozeira em rap do DJ suíço Mr. Da-Nos:



Favela no Hino Oficial e em clipe de Adelén:





Que tal? O que você achou? Isso tudo nos representa?

José Minerini
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31 dezembro 2012

FELIZ 2013

Celebremos!

Sugestão AEOL para seu Reveillon: Quando estiver faltando 5 minutos para a meia noite solte o vídeo abaixo em alto e bom som para a contagem regressiva.



Reflexão AEOL: Na última aula de 2012 perguntei a alun@s de 6º ano qual música poderia celebrar a chegada de 2013.

Deixei que discutissem livremente e que apresentassem uma única sugestão. Discutiram sem minha interferência e claro que conflitos surgiram. Dentre muitos nomes citados estavam Adele, One Direction, Michel Teló - o único brasileiro, Psy/Gangnan Style, Lady Gaga e até Carl Orff/Carmina Burana.

A vencedora foi "Firework" de Katy Perry. Perguntei porque e eis algumas das respostas:

- a música é divertida
- é boa para dançar
- anima festas
- Katy é bonita
- a letra é legal
- o clipe inclui todo mundo (entendi como respeito à diversidade)
- tem fogos de artifícios

Após o veredicto assistimos ao clipe, dançamos e constatei: é impressionante a capacidade dessa cantora e de seus produtores/indústria cultural em se comunicar e instituir valores (eis os Temas Tranversais) junto a crianças e adolescentes.

Conforme planejado, naquele momento pensei que estava fazendo uma avaliação diagnóstica no final de ano igual àquela que fiz no início de 2012.

Entretanto, fiquei em dúvida se de fato fiz um diagnóstico ou uma avaliação prognóstica ao levantar informações que não só apresentam algum resultado referente à diversidade cultural e às expressões regionais trabalhados a partir do centenário de Luiz Gonzaga, mas que também poderão pontuar ou planejar estudos e atividades em 2013 com est@s alun@s.

Assim, passei a pensar que diagnóstico e prognóstico podem ser cíclicos e/ou complementares. O que você acha? Caso queira, post seus pareceres no link COMENTÁRIOS disponível abaixo.

Reflexões à parte, celebremos 2013 com Firework:


FELIZ 2013! AEOL voltará a postar em 03/01/2013 mais informações para nós, arte/educadores em sintonia com a arte e a educação desse nosso tempo. Aguarde: Série especial de férias, AEOL Para Dançar e nova configuração.

José Minerini
editor
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11 dezembro 2012

CAFUSA, A BOLA

Há uma confusão na internet. Ou será comigo?

Há sites que informam ser Cafusa o nome da bola da Copa das Confederações apresentada por Cafú;  outros indicam ser este o nome oficial da bola da Copa do Mundo 2014. Será mesmo?

Cafusa, a bola
http://www.cidadedacopa.com.br/ FIFA


Outra confusão é entre as palavras cafusa e cafuza. 

Tentando entender:

Ca.fu.sa: união das sílabas iniciais das palavras carnaval, futebol e samba; nome da bola oficial da Copa das Confederações (?).

Ca.fu.za: mestiça filha de negro e índio.

É isso mesmo?

Cafuzo, mestiço, mameluco, híbrido, caboclo, crioulo, mulato, whatever... que sou, confesso que não tenho a menor clareza sobre tais definições.

O fato é que a bola Cafusa já está a venda em lojas esportivas de São Paulo por preços assustadores.

José Minerini
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05 dezembro 2012

O ÚLTIMO DIA

Já que o Calendário Maia voltou a ser assunto, trilha sonora para o fim do mundo.

O que você faria no último dia do mundo?


Já viu o famoso calendário?

http://pessoas.hsw.uol.com.br/ Stephen Sweet/Dreamstime

Alguém sabe aonde está a informação sobre o fim do mundo na imagem acima? Aqui tem uma versão na qual é possível ampliar os destalhes.

http://www.arteducacaoproducoes.com.br/
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04 dezembro 2012

E SE O MUNDO NÃO ACABAR?

O calendário maia promete para esse mês. Se não acabar, é bom tomar cuidado.

Por quê? Ouça:


http://www.arteducacaoproducoes.com.br/
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22 novembro 2012

DEZEMBRO DA FORTUNA

Em um mesmo mês:
- cinco sábados
- cinco domingos
- cinco segundas-feiras

Essa informação chegou-me via aquelas intermináveis correntes na internet mas chama atenção pela cultura popular: fenômeno que aconteceu há 824 anos que lendariamente traz fortuna.

Tomara!

José Minerini
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