Saiu o primeiro áudio do novo álbum, "Ape in pink marble”. Dá play:
17 agosto 2016
O MACACO EM MÁRMORE ROSA DE DEVENDRA BANHART
Devendra sempre traz a doçura (e às vezes a tristeza) que faltava!
Saiu o primeiro áudio do novo álbum, "Ape in pink marble”. Dá play:
Saiu o primeiro áudio do novo álbum, "Ape in pink marble”. Dá play:
16 agosto 2016
FRANCOFONIA: LOUVRE SOB OCUPAÇÃO, DE ALEXANDER SOKUROV
Tomara que seja tão bom quanto Arca Russa e Fausto.
Francofonia entrará em cartaz nos cinemas quinta-feira.
Francofonia entrará em cartaz nos cinemas quinta-feira.
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-227256/
Vamos?
14 agosto 2016
BASE CURRICULAR EVITA TRATAR ARTE COMO ADORNO, MAS CONTEÚDO É VAGO
Saiu na Folha de SP de hoje (Cotidiano, p. 4)
ROGÉRIO ORTEGA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA (In: http://www1.folha.uol.com.br/especial/2016/base-nacional-comum-curricular/?cmpid=menutopo)
A leitura das cerca de 30 páginas
dedicadas especificamente ao ensino de arte –artes visuais, dança, música e
teatro– entre as mais de 650 do projeto da BNCC (Base Nacional Comum Curricular),
divulgado pelo governo federal no mês de maio, talvez fosse mais fácil se os
interessados providenciassem cartelas e fizessem uma espécie de "bingo do
academês".
Verbos substantivados ("o fazer, o fruir e a reflexão sobre o
fazer e o fruir")? Estão lá. "Problematizar"? Também, tanto no infinitivo
como no gerúndio, "problematizando". "Ressignificar"? Idem.
"Experienciar a ludicidade"? Ora, como não?
Também não faltam passagens abstrusas redigidas numa língua que às
vezes lembra o português, como no trecho "as artes visuais oportunizam
os/as estudantes a experimentarem múltiplas culturas visuais".
O que falta ao texto da BNCC é uma definição mais clara dos
conteúdos a serem ensinados pelas escolas brasileiras nessas quatro disciplinas
–do 1º ao 9º ano do ensino fundamental e nas três séries do ensino médio.
No que diz respeito à música, por exemplo, uma das orientações
para os alunos do 1º ao 5º ano é "explorar elementos constitutivos da
música em práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação
musicais, privilegiando aquelas presentes nas culturas infantis" (pág. 238
do documento).
É basicamente o mesmo que se requer dos estudantes nos anos finais
dessa fase (6º ao 9º) –substituindo o verbo "explorar" por
"identificar e manipular" e as culturas infantis pelas
infanto-juvenis (pág. 398).
TEATRO
No teatro, a diferença de propostas dentro do ensino fundamental
está mais bem definida –a BNCC pede que os estudantes dos anos iniciais
exercitem "o faz de conta e a imitação", enquanto sugere aos alunos
do 1º ao 5º ano "pesquisar, conhecer e apreciar o trabalho de grupos de
teatro, de dramaturgos, de atores e diretores locais, regionais, nacionais e
estrangeiros, do passado e do presente" (pág. 399).
Essa orientação, no entanto, é repetida ipsis litteris na parte do
documento que trata do ensino médio (pág. 547), assim como outras.
O leitor que atravessar as extensas passagens que tratam dos
fundamentos do componente "arte" e suas "seis dimensões de
conhecimento" (criação, crítica, expressão, estesia, fruição e reflexão,
igualmente repetidas nos capítulos sobre os ensinos fundamental e médio)
descobrirá, ao fim, que o texto da BNCC deixa a definição das unidades
curriculares do ensino de arte nas mãos das escolas.
"Os objetivos foram redigidos com
o intuito de permitir que os sistemas de ensino, as escolas e os professores
possam colocá-los em prática a partir de seus próprios repertórios artísticos
(...) e de seus contextos sociais, políticos e culturais. Assim caberá aos
sistemas de ensino e às escolas a composição de Unidades Curriculares de Arte
mais ajustadas aos seus projetos de formação", diz o documento (páginas
523 e 524).
ADORNO
Ou seja, em vez de definir as unidades curriculares em cada série
ou bloco de séries, o documento do governo parece mais preocupado –além de
tentar explicar, à moda da antiga coleção "Primeiros Passos", o que é
arte e qual a sua importância para a sociedade– em garantir que sejam
contratados professores com formação específica em cada uma das quatro áreas.
Ou que o ensino de arte não seja tratado como adorno ou atividade
complementar ao currículo das escolas, coisa que não apenas faz sentido como é
coerente com a orientação da Lei de Diretrizes e Bases de 1996 e dos Parâmetros
Curriculares Nacionais.
A dúvida é se a BNCC –cujo objetivo, em tese, é oferecer um mínimo
comum de aprendizado para todo o país– é o lugar certo para explicar o que
caracteriza as "dimensões de conhecimento" e estabelecer objetivos de
aprendizagem mais ou menos vagos, em vez de dizer claramente (de modo sucinto,
respeitando diferenças sociais e regionais) o que os alunos deveriam estudar em
cada etapa.
Já que problematizar é importante para a evolução do debate das
ideias, fica aqui uma sugestão.
06 agosto 2016
FIM DE SEMANA AEOL: JAMES HUNTER
A noite de SP não está tão fria hoje, mas sempre é bom dançar para aquecer.
Até segunda-feira!
Até segunda-feira!
05 agosto 2016
04 julho 2016
CARTA DA VIÚVA DE PAULO FREIRE PARA MICHEL TEMER
Exmo. Sr. Presidente Interino
do Brasil
Prof. Dr. Michel Temer
ASSUNTO: PAULO FREIRE: Wikipidia e SERPRO
Na qualidade de viúva,
estudiosa e sucessora legal da obra do Educador PAULO FREIRE, quero, através
dessa carta, estabelecer um diálogo cordial e franco com V.Exa., mesmo estando
nós dois, em termos ideológicos, em posições diferentes, no sentido de
esclarecer assunto que vem sendo divulgado pela imprensa nacional, de que
partiu de dentro do governo através da rede do SERPRO, uma entidade pública,
portanto sob a responsabilidade do Estado Brasileiro, a alteração no conteúdo
da biografia de meu marido na enciclopédia livre Wikipedia, colocando-o como envolvido
com um projeto de educação atrasado e fraco de caráter doutrinário marxista e
manipulador.
Se não o tivesse conhecido
na festividade de formatura de uma de suas filhas, creio que do curso de
Psicologia/PUC-SP, ocorrida nos gramados do Clube Hípico de Santo Amaro, em São
Paulo, quando sentados lado a lado na Mesa Diretora, ouvi de V.Exa. o enorme
respeito e admiração que tinha pela obra e pela pessoa de Paulo Freire, não
teria a ousadia de Vos escrever.
Como V. Exa. sabe, enquanto
intelectual e jurista, o meu marido jamais praticou nenhum ato e nunca escreveu
nenhuma palavra dos quais se pudesse, em sã consciência, outorgar-lhe a pecha
de doutrinador marxista e homem de princípios filosóficos e educacionais fracos
e débeis, acusações contidas na nova biografia agora publicada pela Wikipedia.
Para a construção de um
país verdadeiramente democrático é da mais alta importância, que, órgãos do
Estado ou que prestam serviços a ele, como o SERPRO, não estejam compactuando
com interpretações de espíritos liberais inescrupulosos, que, intencionalmente
maculam a honra de um homem que deu sua vida para que a educação, sobretudo a
do Brasil, possibilitasse a libertação e a autonomia dos homens e das mulheres
de nosso querido país. Nunca sob o bastão da intolerância, do fascismo ou do
comunismo.
Acredito que o atual Ministro
da Educação, natural do estado de Pernambuco, Mendonça Filho, como Paulo Freire
o foi, teria o prazer (pessoalmente considero que o dever) de esclarecer e
inibir que inverdades sejam ditas de seu conterrâneo, homem ético, probo e
honrado, Patrono da Educação Brasileira. Acredito que o referido ministro se
colocará e agirá, positivamente, a favor, no momento em que for instigado a
isso por V. Exa., contra a manipulação da máquina do Estado a serviço do
amesquinhamento de um dos mais importantes homens desta Nação
É claro que Paulo Freire
não é unanimidade, ninguém o é. Ele pode ser lido, analisado e contestado, isso
faz parte da liberdade de expressão necessária e desejável à construção da
cultura letrada de alto nível de qualquer país. Entretanto, o local dos
contraditórios deve ser aberto, responsável, no seio da sociedade civil __ na
rua, na universidade e nas escolas, através da mídia, nos sindicatos e fóruns
etc __ e nunca dentro, exaltado por fato tendenciosamente ideológico-inverídico,
acobertado pelo anonimato, por qualquer órgão da sociedade política.
É inconcebível que numa
sociedade democrática se divulgue frases carregadas de ódio e de preconceito
como: “Paulo Freire e o Assassinato do Conhecimento” __ absurda e ironicamente,
no ano em que Paulo Freire está sendo considerado nos EEUU como o terceiro
intelectual do mundo, de toda a história da humanidade, mais citado, portanto
mais estudado nas universidades norte-americanas, que, a princípio são contra o
marxismo.
Contando com Vossa compreensão
e interferência para que se restabeleça a Justiça e a Verdade.
Cordialmente
São Paulo, 30 de junho de 2016.
ANA MARIA ARAÚJO FREIRE
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